As questões emocionais por trás da doença

Vocês já pararam para observar  pessoas que não se alimentam de maneira adequada, conforme a ciência de hoje orienta, mas tem um corpo bonito, desfruta de saúde, tem disposição, mesmo não seguindo a cartilha?

E do outro lado, pessoas que, embora façam tudo certinho, vão ao médico, fazem exames periódicos, seguem dieta, porém estão sempre constipadas, acima do peso, com crise de renite, sofrem de azia constante, estão sempre de mau humor, etc. Os sintomas de desconforto são incontáveis e varia de pessoa para pessoa.

O que está por trás disso? Um olhar um pouco mais sensato, consegue perceber que existe algo além de aplicar corretamente a química do funcionamento do corpo para desfrutar de verdadeira saúde. Quero dizer, não basta comer a quantidade de calorias e nutrientes necessários, bem como fazer a quantidade de exercício físico suficiente para o corpo não acumular gordura, para que tenhamos saúde.

Na verdade, sempre que tentamos interferir no funcionamento do corpo, utilizando medicamentos externos, por exemplo, o que acontece? Você resolve aquilo que te incomoda, mas acaba criando outros sintomas e até mesmo doenças. Causa dependência do corpo e se torna refém de remédios pelo resto da vida.

Percebe-se, então, que todo remédio tem o fim paliativo, sempre nos entorpecendo para que não busquemos a fundo o que realmente está nos causando sintomas. Toda forma passiva de cura não é efetiva. A verdadeira cura só acontece quando por nossa própria ação, investigamos dentro nós qual o gatilho está ativando o problema e, sempre que fazemos isso, descobrimos que tem uma raiz emocional.

Nenhum problema é químico ou biológico, a química e biologia apenas refletem os sintomas de causas invisíveis. Nesse sentido, percebemos que o corpo é auto-regulável. Conforme sejam as emoções que você investe nele, assim será a química e biologia que ele refletirá. Em termos simples: se você retira a  causa emocional, você retira o efeito físico.


Tá legal, entendi que preciso me curar emocionalmente se quero ter saúde, mas como fazer isso?

Bem, chave para a verdadeira cura chama-se “DESAPEGO”. Não existe atalhos, só existe cura por esta trilha. Sentimentos como controle, orgulho, raiva, rancor, mágoa e vitimismo, são nossos maiores empecilhos no caminho da cura. Apenas quando conseguimos reconhecer que estamos apegados a eles, aí então damos abertura para que novos sentimentos ocupem o espaço, ou seja, é necessário que façamos uma faxina emocional.

Acontece que muitas vezes estes sentimentos estão tão arraigados dentro de nós, que não conseguimos ver, pois está em um nível inconsciente. E o desafio acontece porque somos treinados para perceber apenas o óbvio, por isso, quando algo é sutil demais, preferimos ignorar. Porém, não adianta, aquele canto de dor não visto, nos acompanhará até o caixão, desencadeará a úlcera, a enxaqueca, o câncer, até que consigamos finalmente olhar para ele e acolher.

Mas o que é olhar e acolher? É perceber aquele trauma. Dizer para ele: eu te reconheço em mim, agora eu te vejo, sei que você também faz parte de mim, por isso te INTEGRO e te dou o seu devido lugar. É somente a partir daí, que você transmutará aquela dor e conseguirá desapegar dela para viver coisas novas.

Mas porque tenho que integrar a dor? Isso é algo ruim, eu quero é descartá-la! Você deve integrá-la, porque tudo nesta vida tem o seu espaço, não se pode negar o espaço que é devido a nada e a ninguém. E todos nós somos compostos de luz e sombras! Não é possível levar a luz sem a sombra, quando você nega um aspecto seu, você nega a si mesmo por completo! Não existe negociação.


Quando nós passamos por esse processo de maneira reiterada o que acontece é que começamos a nos limpar emocionalmente e, por consequência, elevar nossa frequência. E aí a magia acontece. Doenças físicas desaparecem, o corpo se regenera, você começa a se alimentar melhor de maneira natural, pois vai buscar alimentos que estejam vibrando na mesma frequência que a sua.

E todo esse processo é muito natural e simples. Não é necessário tabelas que te dizem o que comer e quando. Você vai aprendendo a escutar teu corpo e sentir o que ele quer e quando realmente precisa de algo.

Tudo isso que compartilhei com vocês foi o que aconteceu comigo, depois de muita busca. Na prática o que pode te ajudar a começar? Hoje em dia, existem diversas terapias integrativas que ajudam você a acessar seu inconsciente e fazer essa limpeza mais rápida, eu aconselho busca-las, vou citar algumas mais adiante. Entretanto, ressalto que não basta fazer isso sem que haja um processo de abertura da consciência, ou seja, DESAPEGAR-SE de suas vaidades e seguir adiante, pois essas terapias poderão até ajudar momentaneamente, mas se sua consciência não evoluir, a doença vai voltar, visto que a fonte continuará jorrando com águas sujas.

Terapias que fiz e sugiro:

Constelação Familiar;

Bodytalk;

Thetahealing;

Hipnose Quântica;

Reik;

MEDITAÇÃO (a principal, pois é o caminho do autoconhecimento, por meio dela, você aprender a escutar não apenas seu corpo, mas a vida que pulsa, através de você e envolta de você. Aprende a escutar Deus).

Com carinho, meus amores.

 

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RESILIÊNCIA RAIZ

Bom dia, meu amores!

Hoje ganhei um presente da Vida, por isso vou presenteá-los também com uma reflexão que está chegando.

Na verdade, descobri que estou de férias e estava pensando que ia começar apenas na outra semana. No ano passado aconteceu também, só que naquela época, eu pensava que minhas férias iam começar em novembro, mas na verdade era em setembro. Foi maravilhoso, pois estava esgotadíssima, eu lembro que comecei a chorar agradecendo a Deus.

Desta vez, não estava cansada, mas foi uma alegria também. Primeiro porque vou adiantar atividades que iria fazer com mais aperto de horário, agora vou fazer com folga. Deu até para vir escrever este texto.

Mas o maior presente é perceber que estou vivendo no presente! Quer dizer, não estou ansiosa esperando chegar as férias, me queixando do cansaço, da rotina, na verdade, estou cada vez mais entregue ao momento! E como coloquei no texto de ontem, é como se o trabalho não seja mais feito por mim, porém Deus o faz por intermédio de mim! Por isso cada instante é um presente, e tudo é motivo para agradecer!


Mas quero lhes falar hoje sobre resiliência.

Esta semana, na Pós-graduação que faço, realizei uma matéria cujo nome é Arquitetura Organizacional. Esta pós é sobre gestão estratégica de pessoas, com o foco no desenvolvimento humano de gestores. Então, peguei diversas cadeiras que falam sobre o relacionamento, comunicação, liderança, perfis pessoais e profissionais… E, essa matéria de agora, tem a função de conectar as outras cadeiras estudadas e desenvolver em nós pensamento crítico sobre a melhor maneira organizar o ambiente organizacional, considerando todas as variáveis. 

Então, um dos  aspectos abordados foi a resiliência. E foi perguntado em sala de aula o que era. Todo professor faz isso né? Fica nos perguntando conceitos, com o objetivo de construir os fundamentos com o grupo.

As pessoas começaram a responder que resiliência era a capacidade de se refazer após uma situação difícil, ou de superação de experiências ruins, de se reinventar, após situações traumáticas.

Exemplificaram com a imagem de uma mulher que após levar um escorregão da vida, arruma-se toda, perde não sei quantos quilos, torna-se mais linda, mais forte, poderosa e chega tipo assim: “ah é, olha a limonada que fiz, com este limão”. Em suma, quando escutamos a palavra resiliência, esta é a ideia que vem no nosso imaginário.

Eu que não sabia nem conceituar o que era resiliência, estava calada, como costumo ficar, mas escutando aquilo, percebi que resiliência está muito longe daquela ideia geral que as pessoas têm.

O símbolo da resiliência é o bambu, e isto foi mencionado pela professora, mas por quê? 

O comportamento do bambu é que quando chega um vento forte, ele se enverga no sentido do vento, ele não provoca resistência, simplesmente se dobra, e quando o vento passa, ele volta para o seu lugar e então permanece na sua constância de ser um bambu. (essa parte sou eu que estou falando mesmo)

Perceba então, que a resiliência do bambu, não está em ser como uma fênix que renasce das cinzas, ou seja, apesar de levar porrada da vida, eu me reinvento e me fortaleço, torno-me melhor do que era antes.

Não quero dizer com isso, que tal atitude esteja errada, pelo contrário. Entretanto, quando nos magoamos com algo ruim, que nos acontece, e queremos superar aquilo a todo custo, muitas vezes, ignorando as feridas que estão abertas, na verdade, nos tornamos uma bomba relógio.

Naquele instante que você quer mostrar sua resistência, você até adquire uma nova força e uma capacidade de realização ampliada, mas aquela ferida não sarada, cujo olhar de atenção lhe foi negado, está ali só aumentando.

A resiliência está muito mais associada a constância de propósito do que a capacidade de se reinventar. O bambu se enverga no sentido do vento, ou seja, simplesmente cumpre sua natureza de ser bambu, não importa o vento que chegue, ele se envergará e permanecerá constante na sua função de ser bambu.

A resiliência não tem pompa. Não vai lhe dizer “olha que ser humano forte, depois de tudo que passou, veja o que ele fez”, pois é a capacidade de confluir com a vida, ela existe em seres humanos que estejam atentos, que percebam a existência de um propósito que está além dos desejos e das mágoas temporárias que  escolhem carregar.

Para o ser humano, a resiliência é a capacidade de cumprir a natureza de ser humano, pois este é o seu maior propósito, independentemente do vento que sopre. Foi mencionado, na aula,  estudos realizados com crianças que viveram a segunda guerra mundial, e que apesar da experiência, conseguiram ter uma vida normal. E o grande questionamento dos cientistas era como isso foi possível?

Para as organizações, resiliência também está na constância de propósito. E este propósito independe do produto ou serviço ofertado, está em “como eu quero servir a humanidade”, a resposta consistente a esta pergunta poderá fazer uma empresa durar centenas ou até milhares de anos, ainda que seu produto ou serviço fique obsoleto, pois ela continuará se envergando no sentido do vento.

O exemplo desta colocação, foi-me dado no trabalho e não na pós, um colega foi a um curso e lá eles deram o exemplo da empresa HP, que fabrica impressoras. O principal produto dela,  impressoras para imprimir papel, está fadado ao fim, tendo em vista que toda informação fica registrada na nuvem, hoje em dia, sem a necessidade de impressão. Então, o nicho de negócio dela, terá que mudar se ela deseja continuar servindo a humanidade, o que poderá fazer? No caso, ela está investindo no mercado de impressoras 3D.

Podemos buscar diversos exemplos na literatura, mas independentemente do objeto a que se aplique, a resiliência é a capacidade de confluir com a vida, pressupõe constância e produz a eternidade! 

Bom dia, meus amores!!

 

Onde está Deus?

“Ria enquanto puder; isso relaxará todas as articulações crispadas de seu corpo. É preciso que seu riso venha do mais profundo do seu coração; ele deve sacudi-lo da cabeça aos pés. E de tal modo que você não saiba qual é a parte do corpo que reage mais violentamente. Mas, se a alma está adormecida, seu riso ficará nos lábio. Quero ver você rir com toda a sua boca, todo seu coração, com todo sopro da sua vida!

Deixe o trabalho realizar sozinho, sem se preocupar com ele. Trabalhe sem ter a impressão de que é você que trabalha. Considere que esse é o trabalho de Deus realizado por seu intermédio, e que você é o seu instrumento. Então seu espírito ficará calmo e apaziguado. Isso é a prece e a meditação.

Diga que Ele existe ou que Ele não existe, ou que ele está além da existência ou da não-existência, ou mesmo que Ele está ainda além, diga o que quiser!

Chama-Lhe o Único ou os Dois ou o Infinito, pois, como você o chamar, assim está bem.

Para o Supremo, é possível ser tudo e ao mesmo tempo nada.

Como Ele é infinito, pode-se concebê-lo  de infinitos modos diferentes, e inúmeros caminhos conduzem até Ele. Ele é tudo, Ele é todo tipo de crença, e também a descrença do ateu. Quando você crê na descrença, isso também é crença. Você falava da recusa de crer, portanto você admite a crença. Ele é todas as formas e entretanto Ele é sem forma.

O esforço contínuo chega a ser em esforço. Em outras palavras, o que foi atingido por uma prática constante é finalmente transcendido e vem então a espontaneidade. 

Era uma vez um rico comerciante em viagem de negócios. Um ‘mercador”, na realidade um ladrão, apresenta-se ao rico comerciante esperando o momento propício para roubá-lo. Toda noite eles se encontravam na mesma hospedaria e partilhavam o mesmo quarto. Todas as manhãs antes de sair, o comerciante contava seu dinheiro, recolocando-o no bolso. À noite, enquanto o comerciante dormia, o ladrão procurava o dinheiro por toda parte, sem, entretanto, encontrá-lo.  Depois de muitas noites de busca constante, desesperado, o ladrão confessou e perguntou ao comerciante qual era o seu segredo, pois não conseguira descobrir o esconderijo onde o dinheiro podia estar.

O comerciante simplesmente respondeu: ‘Desde o nosso primeiro encontro eu sabia que você tinha uma ideia fixa. Toda noite, então, eu punha o dinheiro sob seu travesseiro e, assim podia dormir sem receio, sabendo perfeitamente que seria o ultimo lugar onde procuraria.’

Do mesmo modo, Deus está em cada um de nós e, no entanto,  o homem o busca por toda parte. Nisto consiste o jogo de Deus e de sua criação.”

 

  • Por Ma Anandamayi, retirado do livro Os loucos de Deus – Patrick Ravignant

 

 

Desafio

Ascendeu uma luzinha aqui que me fez perceber o tanto de coisa que eu queria ter, ser, conquistar, mas acreditava que era impossível ou muito difícil, e hoje, olhando para trás percebo que consegui.

Então, resolvi fazer uma listinha com dez coisas que achava impossíveis de fazer, mas já se materializaram.

Este exercício é bacana para percebermos o tanto que realizamos modificações boas em nossas vida e o quanto somos capazes de conseguir qualquer coisa que quisermos, o único limite é interno.

É um exercício de autoconhecimento, pois nos força a olhar para nossa trajetória e perceber quem nos tornarmos e depois refletir o que queremos nos tornar ainda.

Observação: esta lista pode conter tudo que você acha importante, desde sonhos de crianças,  sentimentos, conquistas materiais, espirituais, enfim, o que vier no seu coração, pois é o que seu Eu Superior está querendo lhe mostrar.

DESAFIO

  1. sair do colégio Sistema Positivo e ir embora do Valparaiso (não me julguem, mas quando eu era criança era o que mais queria rsrs)
  2. amar meu pai e ter uma relação de mais respeitosa com minhas irmãs
  3. deixar de ser “gordinha”
  4. passar no vestibular da UnB em Direito
  5. passar em um concurso público
  6. ter um namorado
  7. ter um apartamento
  8. ser uma mulher bonita
  9. ser uma pessoa saudável
  10. deixar de comer carne

 

Vou comentar alguns ….

Amar meu pai e ter uma relação mais respeitosa com minhas irmãs. Tudo aconteceu no meu processo de amor próprio, eu fui ficando mais leve, perdoando, me desfazendo de mágoas e quando vi, estava lá o amor e o respeito, o tempo todo encobertos, me esperando percebê-los.

Deixar de ser “gordinha”, gente, eu era uma criança gorda e me achava feia, pensava que nunca nenhum menino ia gostar de mim, que nunca ia ter namorado, é serio rsrsrs.

Passar no vestibular, nunca pensei, mas aconteceu, assim como o concurso público.

Ser saudável então? Hoje em dia é tão mais simples ser saudável, mais barato. É um fluxo tão natural. E envolve diversas coisas desde uma alimentação mais simples até ficar sozinha em casa no silêncio.

Deixar de comer carne é o mais recente, eu acreditava piamente que era impossível. Poderia apostar minha vida, mas é sério, é tranquilo que nem grilo.

E então, quantas coisas impossíveis eu realizei, imagina quantas coisas mais vou fazer???? Nossaaaaa!!!! O céu é um limite para mim, de verdade!!! 😀

E você? Faça essa reflexão também e se surpreenda!

 

 

Não como carne, e não sou vegetariana!

Já faz 41 dias que decidi parar de comer carne, pois no meu processo de desenvolvimento, surgiu essa necessidade.

Desde que decidi de parar de comer carne, esclareci que não sou vegetariana, nem vegana, nem qualquer denominação que queiram me encaixar. Eu simplesmente, neste AGORA, decidi que não vou comer carne.

No mundo em que estamos todos trabalhando para acabar com religiões, castas ou qualquer grupo que separe as pessoas; surgem novos grupos com uma aparência mais amigável, mas que no fim, acabam querendo impor sua doutrina, como os outros. Então, não gosto de qualquer tipo de denominação e nem estou comprometida com qualquer moral.

Mas muito além disso e por esta razão estou escrevendo este texto, percebi que a maior parte das pessoas não conseguem não classificar os outros. Pois, sempre quando digo que não estou comendo carne, as pessoas associam que virei vegetariana.

Eles não conseguem entender, no sentido de que não conseguem decodificar a mensagem de “uma pessoa não se alimenta de carne”, sem necessariamente colocá-la na caixa do vegetarianismo.


Classificação é uma necessidade da mente. Ela precisa repartir as informações e organizar em blocos, para poder perceber o mundo como real. E é apenas por isso que existe a Ciência, com todo seu positivismo e intelectualidade. A Ciência só sabe fazer uma coisa: colocar nome nas coisas que consegue ver, para poder dizer que essas coisas existem.

Mas parem para perceber, se a nossa civilização acabasse hoje, toda a classificação artificial que fizemos, acabariam, entretanto, aquilo que os nossos olhos conseguem ver, permaneceria lá. Uma nova civilização que surgisse, talvez jamais chamasse uma montanha de montanha, mas a montanha continuaria existindo, sem qualquer necessidade de ser  nominada.


Aconteceu uma comédia no trabalho, que vou mencionar. Além de dizer que não sou vegetariana, atrevi-me a dizer que não sou mulher. A sala estava lotada, com todos conversando, na hora que falei isso, todos se calaram e olharam para mim (rsrsrs). Foi engraçado, mas me chamou a atenção perceber que o simples é incompreensível para a maioria das pessoas.

Para o que disse, podem haver diversas conotações, a depender do coração e mente de quem escuta, mas o que realmente quis dizer, quando mencionei não ser vegetariana ou mulher, é que essas classificações não existem, por isso, é impossível que eu seja qualquer coisa dessas!

O que eu sou então? Não existe nome para o que sou! A realidade não é nominada, ela simplesmente É!


E qual as implicações disso em termos de convivência social? Bem, as pessoas adoram discursos de moralismo, de cobrar um comportamento coerente dos outros. E só a classificação permite isto, porque se você age fora do esperado para a sua classificação, torna-se imoral e incoerente.

Mas as pessoas estão enlouquecendo justamente por não poderem sustentar uma atitude coerente o tempo todo! Como elas não conseguem parar de julgar o comportamento que esteja fora da caixa delas, ficam se culpando quando percebem que elas mesmas não conseguem se sustentar na pureza que declaram.

Mas por que não é possível sustentar o mesmo comportamento ad aeternun? Porque a realidade é fluida, não é estanque, apenas o seu orgulho (simbolizado pelo cetro da justiça) que é!

Se conseguisse perceber que toda classificação e moral não são reais, jamais estaria cobrando no externo comportamentos que considera corretos e se frustrando cotidianamente. Esta é a maior loucura, ainda que seja uma loucura instituída (rsrsrs).


Namastê!

Thais Mendes.

 

 

DESEJO

– “Desejo é uma doença da mente, porque leva o homem a ruina.”

Perguntei ao meu namorado o que ele pensava do desejo e ele me respondeu isso. Eu ri horrores e fiquei refletindo sobre a profundidade da crença que existe no inconsciente coletivo a respeito do desejo. Numa frase tão curta, ele demonstrou todo o terror que a humanidade tem em expressar o seu desejo e toda falta de destreza em lidar com o objeto desejado.

Na verdade, eu já vinha pensando sobre isso a alguns dias e hoje, não por acaso, falaram sobre este tema comigo e mencionaram exatamente aquilo que estava pensando, que o desejo vem do apego e que  talvez pudesse atrasar a jornada espiritual.

Mas só porque uma pessoa fora de mim escancarou uma preocupação tão intima, comecei a pensar de maneira diferente e questionar porque necessariamente o desejo está relacionado com apego e pode ser assim tão prejudicial.


O desejo pressupõe um objeto externo a nós. Nasce da vontade de relacionar-se com ele e, através dele, ter experiências que a nossa mente considera sublimes. O desejo só acontece no mundo das ideias, ele não pode ser real, nunca. A partir do momento que relação entre o sujeito que deseja e objeto desejado se materializa, deixa de ser desejo e se torna a experiência da relação.

Mas assim como existe a experiência da relação, existe  a experiência do desejo, e o que vai definir se ele é profano ou sagrado, é forma como vivenciamos.

O objeto que desperta o desejo nada mais é que um pretexto para nos relacionarmos amorosamente com nós mesmos. Por exemplo, a pessoa que você deseja, não existe no mundo real, porém é um aspecto seu, com o qual você está  se relacionando indiretamente, enquanto acredita desejar algo fora de si. A consciência disso é que levará você a vivenciar o desejo em um patamar mais elevado.

Nesse sentido, o desejo é a forma pela qual podemos ter a experiência com o Divino e é por isso que ele costuma ser tão gostoso e irresistível, pois é como se voltássemos ao Lar, como se mergulhássemos no oceano da completude e satisfação. Quem por acaso sairia de lá?

Porém, quando vivenciamos o desejo através do ego é viciante, a sensação é de  uma areia movediça que puxa a gente, não conseguimos sair de lá. Sentimo-nos fracos, sem o controle sobre nós mesmos e, então, torna-se desesperador.

O ego acredita que para ser verdade, precisa ser real no mundo da matéria. Por isso, ele se frustra, pois quer ter o controle, mas a relação quando se torna real, não é nada comparado com o que estava na mente.

E ele permanece buscando fora dele, insaciavelmente, aquela sensação sublime que só existiu na mente, mas nunca encontra, porque o objeto real nada tem a ver com o que ele idealizou. Então, tenta mudar o objeto, mudar a situação, mas nada pode trazer o contentamento que só existe na relação sagrada consigo mesmo.


O desejo, quando sagrado, é experienciando sem culpa e com entrega. O objeto é só um pretexto para que você tenha um momento de amor sublime consigo mesmo. O desejo é mais uns dos artifícios que a Divindade criou para que você se lembre do Amor, se lembre de quem É.

Se algo ou alguém lhe desperta desejo, seja grato, pois é um presente da Vida, te levando a ter mais intimidade consigo mesmo. Não espere que seja real na matéria, pois é real na mente e no espírito. Apenas desfrute e esteja desperto enquanto o faz, então estará ajudando o planeta a iluminar-se.

Namastê!

Thais Rosy

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Qual a sua verdadeira disponibilidade para a felicidade?

 


A felicidade exige de nós que nos despojemos de nossas queixas e frustações; dá ânsia que temos por ditar como as pessoas deveriam agir para que nosso mundo idealizado se torne real.

Exige de nós que paremos de “desejar o controle” sobre as situações e pessoas. E a colocação é essa mesma: “desejar o controle”. Pois, embora possamos dizer que existem pessoas controladoras, elas de fato não controlam nada, visto que a vida é impermanente e imprevisível.

E essas pessoas que desejam o controle, vivem submersas na frustração de sua ilusão desatendida, pois sabem que lá no fundo, não existe esse “poder” que simulam. E por não haver “poder”, são infelizes.

A felicidade pertence aquele que encontrou o contentamento dentro de si. Este, sabe que contentar-se não significa não possuir ambição, mas antes, perceber que a vida tem o seu próprio curso e que, embora não possa ser segurada, permite que dancemos junto com ela.

Muitas pessoas que já perceberam a felicidade dentro de si, costumam ser invejadas por aqueles que ainda estão com a visão fechada. E estesque invejam, acreditam que a vida de uma pessoa feliz é um mar de rosas, mas não é.

É uma vida cheia de emoções e histórias, algumas podendo ser consideradas tristes e outras alegres. Mas o ser feliz flui com cada história,  é grato a vida e contenta-se com suas próprias experiências; e é apenas isto que momentaneamente o distingui, que faz a sua presença ter um brilho diferente.

Mas para enxergar a felicidade no curso da vida é preciso estar disponível. E a maioria das pessoas não estão. Insistem em se permanecer na areia movediça de seus ruídos mentais.

Costumam ser pessoas extremamente intelectuais e inteligentes, cuja a racionalidade da mente é insaciável, mas não possuem o receptor da obviedade, que jamais será traduzido pela lógica.

Este receptor só aparece no contentar-se, e o contentamento só aparece no despojamento do controle; no despojamento de querer saber como funciona a vida e simplesmente perceber a vida funcionando.

Quando há o contentamento e despojamento, então há o verdadeiro Poder. E este Poder não pode ser tirado de você, pois ele não está na ilusão da controle, mas na realidade do fluxo da vida. Está na capacidade de escutar a música que rege o Universo e dançar com ela. E neste Poder também reside a Felicidade.

Saia agora da ilusão do controle, esteja disponível agora! Permita a vida e então perceba a Felicidade. Não é necessário ter medo, pois além da ilusão, tudo que existe é a Felicidade.

Namastê,

Thais Rosy